O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou nesta terça-feira (3) que autorizou a abertura de negociações com os Estados Unidos. O sinal verde, segundo ele, vem acompanhado de um limite claro: o diálogo só faz sentido se ocorrer em um ambiente livre de ameaças e de exigências consideradas irreais.
A declaração foi feita nas redes sociais, onde Pezeshkian destacou que a decisão leva em conta pedidos de países da região interessados em reduzir a instabilidade. A missão de preparar o terreno ficou a cargo do ministro das Relações Exteriores, com a orientação de buscar conversas “equitativas e justas”, desde que os interesses nacionais iranianos sejam preservados.
O anúncio ocorre em meio à retomada das tensões entre Teerã e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar a possibilidade de um ataque militar caso o Irã não aceite negociar um novo acordo nuclear. Como demonstração de força, os EUA reforçaram a presença militar na região, incluindo o envio de um porta-aviões e caças de última geração.
Do lado iraniano, a resposta tem sido cautelosa, porém firme. Autoridades reiteram que não negociam sob pressão. O chanceler Abbas Araghchi afirmou que qualquer conversa depende da retirada prévia de ameaças, enquanto o conselheiro Ali Shamkhani alertou que uma agressão seria vista como o início de uma guerra.
O pano de fundo dessa escalada inclui protestos internos no Irã, reprimidos com violência no início do ano, agravando ainda mais o clima político e diplomático.



