Venezuela rebate designação e acusa EUA de fabricar narrativa
O governo venezuelano não deixou a decisão dos Estados Unidos passar batida. A resposta veio rápida e carregada de ironia: para Caracas, o tal Cartel de los Soles, agora rotulado como organização terrorista pelos americanos, simplesmente não existe. É, segundo o próprio governo, mais uma invenção de Washington para justificar pressões e sanções.
Quando autoridades venezuelanas classificaram a medida como “ridícula”, a sensação foi de déjà-vu. A relação entre os dois países há anos se arrasta entre acusações, notas duras e disputas narrativas. Mas, desta vez, o tom veio ainda mais ácido. Para o governo Maduro, rotular militares venezuelanos como parte de um cartel é apenas uma estratégia política — dessas que inflamam aliados, rendem manchetes e alimentam tensões.
Cartel de los Soles no centro da disputa
O tal cartel, amplamente citado por organismos internacionais e analistas, é visto nos Estados Unidos como uma rede de militares envolvidos em tráfico de drogas. Já na Venezuela, é tratado como ficção. Uma ficção conveniente, dizem eles, usada para pintar o país como ameaça regional e alimentar o discurso de que Maduro comanda uma estrutura criminosa.
Reação tenta conter danos internos e externos
Assistindo de perto, dá para sentir como o governo tenta manter a base unida diante de mais um sinal de isolamento internacional. Ao mesmo tempo, a resposta dura também fala com o mundo: Caracas quer evitar que a narrativa americana se cristalize e gere novos bloqueios, mais sanções e mais desgaste.
No fim das contas, o que se vê é um jogo de forças que se repete, mas agora com um novo ingrediente explosivo: o peso político do termo “terrorismo”. E, quando essa palavra entra no cenário, nenhum lado parece disposto a ceder.



