Goiás começou 2026 com números expressivos de descargas atmosféricas. Apenas no mês de janeiro, o estado registrou cerca de 35% de todo o volume de raios contabilizado ao longo de 2025. Foram quase 900 mil ocorrências em poucas semanas, segundo dados da Equatorial Goiás em parceria com a Climatempo.
Em 2025, o total chegou a 2.498.825 descargas atmosféricas em todo o território goiano. As cidades de Cavalcante, Rio Verde, Mineiros, Nova Crixás e Crixás lideraram o ranking anual. Já neste início de ano, Mineiros, Caiapônia, Niquelândia, Porangatu e Nova Crixás aparecem entre os municípios mais atingidos, indicando a recorrência do fenômeno em determinadas regiões.
Impactos diretos na rede elétrica
As descargas atmosféricas estão entre as principais causas de interrupções no fornecimento de energia durante o período chuvoso. De acordo com o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, os raios provocam picos elevados de corrente elétrica, capazes de danificar transformadores, estruturas da rede e equipamentos. Mesmo quando não há impacto direto, os surtos de tensão podem se propagar pelas fiações e atingir residências.
Intensidade das descargas
Um único raio pode atingir tensões entre 100 milhões e 1 bilhão de volts, com correntes de até 30 mil ampères. Essa intensidade explica os riscos associados, como falhas instantâneas no sistema elétrico, queima de aparelhos e incêndios.
Orientações durante tempestades
A distribuidora orienta que, durante chuvas com raios, a população desconecte aparelhos da tomada, evite áreas abertas, água, árvores isoladas e estruturas metálicas, além de manter distância de postes e da rede elétrica. Em veículos, a recomendação é permanecer no interior do carro, considerado mais seguro nessas situações.



