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Peso no Bolso

Cesta básica em Anápolis supera preços de Goiânia e Brasília, aponta levantamento da UEG

Valor chegou a R$ 833,28 em janeiro e compromete mais da metade do salário mínimo líquido

Cesta básica sobe em janeiro e pressiona orçamento

O custo da cesta básica em Anápolis voltou a subir. De acordo com levantamento do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade Estadual de Goiás (Nepe|UEG), o valor passou de R$ 831,39 em dezembro para R$ 833,28 em janeiro — uma alta de 0,23%.

Pode parecer pouco à primeira vista. Mas, no fim do mês, cada centavo faz diferença. Hoje, a cesta consome 55,57% do salário mínimo líquido, estimado em R$ 1.621,00. Em horas de trabalho, isso representa 113 horas e 2 minutos dedicados apenas para garantir os alimentos básicos.

Tomate e arroz lideram aumentos

Entre os itens que mais pesaram no bolso está o tomate, com alta de 11,66%. O arroz subiu 11,52%, o sal 8,59% e a farinha de mandioca 8,19%. Produtos do dia a dia, daqueles que não dá pra cortar da lista.

Apesar da elevação mensal discreta, Anápolis aparece com custo superior ao de Goiânia (R$ 735,94) e Brasília (R$ 725,98), segundo comparação com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Entre as cidades analisadas, o valor local só fica abaixo de São Paulo.

Queda em 12 meses, mas mínimo ideal distante

Em relação a janeiro de 2025, quando a cesta custava R$ 868,03, houve recuo de 4%. Ainda assim, o estudo aponta que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 10.459,57 — 6,45 vezes o valor atual.

A pesquisa é realizada em sete supermercados da cidade, na terceira semana de cada mês, seguindo a metodologia nacional do Dieese. O relatório completo está disponível no site da UEG.

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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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