O governo da Venezuela afirmou, na noite desta quarta-feira (7), que ao menos 100 pessoas morreram durante o ataque militar conduzido pelos Estados Unidos no último sábado (3), em Caracas. A informação foi divulgada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, durante pronunciamento oficial.
Até então, as autoridades venezuelanas não haviam apresentado um número consolidado de mortos. O Exército divulgara apenas uma lista inicial com 23 soldados que perderam a vida na operação. Segundo Cabello, a maioria das vítimas fazia parte do contingente de segurança ligado ao então governo de Nicolás Maduro.
Autoridades do país alegam que parte dessas mortes ocorreu “a sangue frio”, afirmação que ainda não foi confirmada por organismos internacionais independentes. Cuba também se manifestou e declarou que 32 integrantes de suas forças armadas e dos serviços de inteligência que atuavam em território venezuelano morreram durante a ação.
Durante o ataque, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram detidos. De acordo com Cabello, Cilia sofreu um ferimento na cabeça, enquanto o ex-presidente teve um ferimento na perna. O estado de saúde de ambos é considerado estável, segundo informações oficiais.
Diante do impacto da operação e das perdas militares, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou uma semana de luto nacional. Em declaração na terça-feira (6), ela prestou homenagem aos militares mortos e afirmou que o país vive um momento de “dor institucional”.
Os desdobramentos do ataque seguem repercutindo dentro e fora da Venezuela, enquanto a comunidade internacional acompanha com cautela os próximos passos do processo político em curso no país.



