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Câmara de Anápolis aprova lei que garante acessibilidade a mulheres com deficiência vítimas de violência

Nova norma prevê intérpretes de Libras, materiais em Braille e capacitação de profissionais para acolhimento humanizado e inclusivo

Um passo firme pela inclusão e proteção

A Câmara Municipal de Anápolis aprovou nesta terça-feira (4) uma medida que promete mudar a forma como mulheres com deficiência são acolhidas em situações de violência doméstica. O projeto de lei, apresentado pela vereadora Cleide Hilário (Republicanos), estabelece que o atendimento às vítimas com deficiência auditiva e/ou visual deve contar com intérpretes de Libras, materiais e sinalizações em Braille, além de outros recursos que garantam autonomia e compreensão total durante o processo de denúncia e acompanhamento.

A proposta nasceu da constatação de que essas mulheres enfrentam obstáculos ainda maiores para buscar ajuda. Estudos apontam que elas têm até três vezes mais chances de sofrer violência e, muitas vezes, ficam em silêncio não por falta de coragem, mas por falta de acesso.

Atendimento acessível e humanizado

A lei também autoriza o município a promover campanhas, palestras e capacitações voltadas a servidores públicos, agentes de segurança, profissionais da saúde e da assistência social. O objetivo é formar equipes preparadas para acolher, escutar e agir com sensibilidade — sem deixar que a deficiência se torne mais uma barreira.

Para Cleide Hilário, a aprovação representa “um avanço na efetivação dos direitos das mulheres e na construção de uma cidade mais empática e acessível”.

Com a nova norma, Anápolis se posiciona na vanguarda da inclusão, mostrando que combater a violência é também garantir que todas as vozes — inclusive as que muitas vezes não são ouvidas — possam ser compreendidas e protegidas.

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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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