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Diplomacia Global

Conselho de Paz de Trump reúne adesões e resistências no cenário internacional

Grupo criado para acompanhar cessar-fogo em Gaza já tem dezenas de países, enquanto líderes avaliam riscos políticos

A proposta partiu de Washington e rapidamente ganhou dimensão global. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou cerca de 50 países para integrar o chamado Conselho de Paz, criado inicialmente para supervisionar o cessar-fogo na Faixa de Gaza. A ideia, segundo o próprio Trump, pode ir além e alcançar outros conflitos internacionais.

De acordo com um alto funcionário da Casa Branca ouvido pela Reuters, cerca de 35 líderes já aceitaram o convite. A lista inclui países do Oriente Médio, da Europa, da Ásia e da América do Sul, como Arábia Saudita, Israel, Egito, Argentina, Turquia, Vietnã e Paraguai. O grupo, ao que tudo indica, nasce diverso e com interesses bem distintos à mesa.

Outros convites seguem em análise. Entre eles, o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trump declarou publicamente que espera um papel relevante do brasileiro no conselho, mas, por ora, o governo avalia a proposta com cautela. A leitura interna é de que o formato atual concentra poder excessivo nas mãos do presidente americano.

Situação parecida ocorre com Canadá e Itália, que pediram mais tempo para examinar os termos. A Alemanha já sinalizou ausência na cerimônia de assinatura do conselho, enquanto a Ucrânia admite dificuldade em dividir qualquer instância com a Rússia. Moscou, por sua vez, ainda não deu resposta definitiva.

Nem todos quiseram esperar. Noruega, Suécia, Eslovênia e França recusaram formalmente o convite. No caso francês, a negativa gerou reação imediata de Trump, com ameaça de tarifas sobre vinhos e champanhes.

O Conselho de Paz surge, assim, como uma iniciativa ambiciosa, cercada de adesões estratégicas, silêncios calculados e recusas explícitas — um retrato fiel da atual diplomacia global.

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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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