Celebrado em 3 de fevereiro, o Dia da Pamonha marca um dos símbolos mais conhecidos da cultura alimentar goiana. Preparada com milho verde e envolta na própria palha, a pamonha ultrapassa o papel de prato típico e ocupa um espaço consolidado na identidade cultural do estado.
O reconhecimento oficial como patrimônio cultural imaterial de Goiás está relacionado não apenas à receita, mas ao modo de preparo e ao saber tradicional transmitido entre gerações. O processo envolve etapas artesanais, como ralar o milho, temperar a massa e cozinhar lentamente, práticas que seguem preservadas tanto em áreas rurais quanto nos centros urbanos.
Presença no cotidiano e na economia
A pamonha é encontrada em todo o território goiano, desde produções familiares até pamonharias comerciais. Em cidades como Goiânia, o alimento se tornou referência gastronômica e integra a rotina de moradores e visitantes, com pontos de venda que funcionam em diferentes horários do dia. Além do consumo doméstico, a produção gera renda e movimenta pequenos negócios ligados à agricultura e à alimentação.
Variações e consumo
Doce ou salgada, com ou sem recheios, a pamonha apresenta diversas variações, adaptadas aos hábitos regionais e às preferências dos consumidores. Apesar das adaptações ao longo do tempo, o milho segue como ingrediente central, reforçando a ligação histórica do estado com a agricultura.
Valor cultural
O Dia da Pamonha destaca a importância da preservação de práticas alimentares tradicionais. A data também chama atenção para o papel da culinária como elemento de identidade, memória social e continuidade cultural em Goiás.



