Transição Silenciosa
Diocese de Anápolis prepara sucessão com nomeação de Dom Waldemar Dalbello
Natural de Anápolis, o bispo coadjutor deve assumir oficialmente após ratificação do Papa Leão XIV, tornando-se o quarto da história diocesana
A sucessão na Diocese de Anápolis, embora ainda dependa da confirmação do Vaticano, já está desenhada há meses. Desde fevereiro, quando o então Papa Francisco nomeou Dom Waldemar Passini Dalbello como bispo coadjutor, a transição vinha sendo cuidadosamente preparada ao lado de Dom João Wilk, que faleceu nesta terça-feira (11), aos 74 anos.
Com a morte de Dom João, encerra-se um ciclo iniciado em 2004 e que marcou a consolidação pastoral da Diocese. A expectativa é que o novo pontífice, Papa Leão XIV, ratifique nas próximas semanas o nome de Dom Waldemar como quarto bispo diocesano, dando continuidade a uma história iniciada em 1966, com Dom Epaminondas José de Araújo, seguido por Dom Manoel Pestana Filho e, depois, Dom João Wilk.
Dom Waldemar traz na bagagem uma trajetória sólida dentro e fora da Igreja. Engenheiro elétrico formado pela UFG, foi ordenado sacerdote em 1994, após estudos no Seminário Maior de Brasília. Em Roma, concluiu mestrado em Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico e participou de pesquisas em Jerusalém.
Com passagem por Luziânia e Brasília, Dalbello carrega um perfil de pastor acadêmico, de fala serena e presença firme. Aos 59 anos, retorna à terra natal em um momento simbólico: o da continuidade e da esperança.
Nos bastidores da Diocese, o clima é de respeito e expectativa. Fiéis e religiosos reconhecem o legado de Dom João e aguardam com serenidade o novo tempo que se aproxima sob a liderança de Dom Waldemar.




