A partir deste domingo, 1º de fevereiro, produtores de Goiás estão autorizados a iniciar o transplantio do tomate. A liberação segue regras bem definidas e não é mera formalidade. Ela faz parte de uma estratégia antiga, mas ainda decisiva, para proteger a lavoura contra a mosca-branca e as doenças associadas à praga, que seguem como principal desafio da tomaticultura no estado.
O calendário é regulado pela Instrução Normativa nº 6/2011 da Agrodefesa e estabelece o prazo final em 30 de junho de 2026. No caso do tomate rasteiro, o transplantio está permitido em todos os 246 municípios goianos. Já o tomate tutorado segue o mesmo período, mas com autorização restrita a municípios específicos, como Morrinhos, Cristalina, Luziânia, Silvânia e Goianésia, entre outros.
Goiás lidera a produção nacional de tomate, e esse protagonismo cobra disciplina no campo. O cumprimento das medidas fitossanitárias é visto como essencial para manter produtividade, reduzir perdas e evitar o avanço das geminiviroses. O calendário, segundo a Agrodefesa, ajuda a quebrar o ciclo da praga e diminui a pressão sobre os próximos plantios.
Outro ponto que exige atenção é o cadastro obrigatório das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). O registro deve ser feito até 15 dias após o início do transplantio e considera como uma única lavoura a área transplantada em até 15 dias consecutivos.
Além disso, há regras claras para o pós-colheita: restos culturais devem ser eliminados em até dez dias, e plantas voluntárias precisam ser destruídas assim que surgirem. Medidas simples no papel, mas que fazem diferença real no bolso do produtor, na segurança do trabalhador rural e no impacto ambiental.



