Prisão em Anápolis após descoberta de identidade falsa
A rotina na 5ª Delegacia Distrital virou de cabeça pra baixo quando chegou o alerta da Superintendência de Identificação Humana: as digitais de um solicitante do novo RG digital simplesmente não batiam com o dono oficial do registro. A partir dali, começou-se a puxar o fio de uma história que surpreendeu até investigadores mais experientes.
Suspeito vivia com nome do irmão morto desde 1994
Quando os policiais localizaram o homem, ele apresentou um RG aparentemente comum. Só que o documento pertencia ao irmão dele, morto em 1976. O suspeito acabou preso em flagrante por falsidade ideológica. De forma informal, admitiu que usava a identidade do irmão havia 31 anos. No interrogatório oficial, porém, preferiu o silêncio.
Três décadas de vida construída em nome alheio
Durante todo esse período, ele construiu uma família, registrou uma filha e passou por processos criminais usando o nome do irmão. A lista é pesada: injúria, embriaguez ao volante e até um homicídio em acidente de trânsito em Goiânia, que tirou a vida de uma mulher. Mesmo assim, conseguiu seguir burlando o sistema por anos, a ponto de estar monitorado por tornozeleira eletrônica registrada no nome do morto.
Tecnologia biométrica desmonta fraude antiga
A fraude só desmoronou quando ele tentou emitir o novo RG digital, cujo sistema de verificação cruza as digitais com o banco de dados estadual. As inconsistências apareceram na hora e abriram caminho para a prisão. A polícia agora apura como o suspeito conseguiu manter por tanto tempo uma vida inteira ancorada em um documento que jamais deveria ter sido usado.
Em Anápolis, a descoberta expôs não só uma fraude antiga, mas também a força da tecnologia que, enfim, deu voz a alguém que já não estava aqui para se defender: o irmão cuja identidade foi tomada por mais de três décadas.



