Irã e Omã informaram nesta quarta-feira (5) que fizeram avanços em uma negociação sobre a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz. O entendimento ainda está em elaboração e não representa, até o momento, garantia de reabertura plena ou de segurança para o tráfego marítimo na região.
O ponto mais sensível é a definição de quem poderá controlar, inspecionar ou cobrar pela passagem dos navios que entram no Golfo. Teerã busca ampliar sua autoridade sobre a rota, enquanto os Estados Unidos historicamente rejeitam qualquer controle iraniano exclusivo. O governo norte-americano não apresentou confirmação imediata de que concorda com o modelo em discussão.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo ao Mar Arábico e concentra parcela relevante do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, cerca de 20,9 milhões de barris de petróleo e derivados por dia passaram pela rota no primeiro semestre de 2025.
Um acordo capaz de reduzir o risco para navios pode aliviar pressões sobre petróleo, seguros e fretes internacionais. Em sentido contrário, uma negociação sem garantias claras tende a manter a volatilidade nos mercados. Os próximos passos dependerão do texto final, do nível de participação dos Estados Unidos e da capacidade de Irã e Omã de transformar o entendimento político em regras operacionais aceitas pelas partes.



