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Jornalista relata perseguição e censura sob o regime de Maduro

Caso de Jesus Medina revela impacto da repressão sobre profissionais da comunicação na Venezuela

A repressão à imprensa na Venezuela deixou marcas profundas em quem tentou seguir trabalhando. O relato do repórter cinematográfico Jesus Medina ajuda a entender como o cerco aos jornalistas se tornou parte do cotidiano no país, especialmente a partir de 2019, quando detenções e fechamentos de veículos se intensificaram.

Prisões e silêncio forçado

Medina foi preso 11 vezes e passou quase dois anos em um presídio venezuelano após denunciar abusos cometidos no sistema carcerário. Em entrevista recente, contou que sofreu tortura durante o período de detenção. Sem entrar em detalhes, ele descreveu as marcas deixadas como símbolos de uma violência que atingiu muito mais gente do que apenas ele. Para Medina, sua história representa a de milhares de venezuelanos que não puderam ser ouvidos.

Jornalismo sob vigilância

A rotina de jornalistas no país passou a ser marcada pelo medo. Monitoramento constante, telefones grampeados e detenções arbitrárias viraram práticas recorrentes. Profissionais evitavam permanecer em um único endereço e muitos acabaram deixando a Venezuela para preservar a própria segurança.

Exílio e expectativa de retorno

Hoje vivendo na Colômbia, Medina afirma que o exílio não é uma escolha definitiva. Ele diz sentir alívio por estar fora do alcance direto do regime, mas mantém o desejo de voltar ao seu país quando houver condições mínimas de segurança e liberdade.

Redações vazias

O fechamento de dezenas de veículos de comunicação agravou o cenário. Canais de televisão passaram a veicular apenas conteúdo estatal, enquanto rádios, sites e jornais desapareceram. O resultado foi um ambiente de informação controlada, com vozes críticas silenciadas e jornalistas espalhados pelo exílio.

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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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