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Líderes europeus reagem à violência contra manifestantes no Irã

Mais de 500 mortos em protestos antigovernamentais levam governos a exigir fim da repressão e respeito aos direitos humanos

A crescente violência contra manifestantes no Irã chamou atenção de líderes europeus, que têm condenado a repressão de forma veemente. Estima-se que mais de 500 pessoas tenham morrido nos últimos dias, enquanto milhares seguem presas, mas o apagão de internet no país dificulta a confirmação exata desses números.

Alain Berset, secretário-geral do Conselho da Europa, descreveu os acontecimentos como uma “repressão mortal” e ressaltou que a situação coloca em risco a estabilidade regional e global. Ele convocou uma reunião com os Estados-membros para discutir medidas que defendam os direitos humanos e evitem a escalada do conflito.

Na Holanda, o primeiro-ministro Dick Schoof afirmou que os manifestantes merecem apoio e que o regime iraniano deve cessar a violência, liberar presos injustamente e restabelecer o acesso à internet. Já o Taoiseach irlandês Micheál Martin condenou a repressão brutal e pediu que as autoridades respeitem os direitos de todos os cidadãos.

Na Noruega, Jonas Gahr Store ressaltou a preocupação com o uso “grave e desproporcional da violência” e afirmou que a reivindicação do povo por direitos humanos básicos não pode ser ignorada. O Ministério das Relações Exteriores da Suíça também pediu o fim da violência e a proteção das liberdades fundamentais.

Portugal e Reino Unido se manifestaram na mesma linha, condenando a violência e apelando para que o Irã respeite os direitos humanos e a liberdade de expressão. O bloqueio digital imposto pelo governo complica a comunicação e impede que informações completas sobre a repressão sejam verificadas de forma independente.

Enquanto isso, a situação no país segue preocupando a comunidade internacional, que acompanha com atenção os desdobramentos e a necessidade urgente de garantir segurança e direitos civis aos manifestantes.

  • Com informações da CNN Brasil
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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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