A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou que pretende retornar à Venezuela “o mais rápido possível”. A declaração foi dada em entrevista à emissora norte-americana Fox News, na segunda-feira (5), em meio a um cenário político ainda instável e marcado por disputas internas e pressões internacionais.
Machado vive sob proibição de deixar o país há cerca de dez anos. Mesmo assim, permaneceu escondida em território venezuelano por mais de um ano, até viajar para Oslo, em dezembro, onde recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Após a cerimônia, ela deixou a capital norueguesa ainda no mesmo mês e, desde então, permanece fora da Venezuela.
A fala da opositora ocorre dias depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que María Corina não teria apoio interno nem legitimidade para liderar o país. Trump também reforçou a posição de que Washington mantém influência direta sobre os rumos políticos venezuelanos.
Segundo a própria Machado, o último contato com Trump aconteceu em 10 de outubro, data em que foi anunciada sua premiação internacional. Apesar disso, integrantes da Casa Branca descartaram qualquer possibilidade de apoio formal à sua liderança. O assessor sênior Stephen Miller classificou como inviável a ideia de colocá-la no comando do país, citando resistência das Forças Armadas.
Enquanto o debate político se intensifica, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, seguem detidos em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações relacionadas ao narcotráfico. O líder chavista já se declarou inocente.



