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Pix completa 5 anos, economiza bilhões e se prepara para transformar de novo a forma de pagar no Brasil

Ferramentas de segurança, novas funções e planos internacionais marcam a próxima fase do sistema mais usado do país

A força do Pix no dia a dia

Cinco anos depois de chegar, o Pix virou aquele hábito que a gente nem pensa mais — só usa. Mas os números mostram que ele fez muito mais do que facilitar a vida: economizou R$ 117 bilhões desde 2020, sendo R$ 38,3 bilhões só entre janeiro e setembro deste ano. E tudo isso vem de um movimento natural, a troca das TEDs e do débito por uma opção mais rápida e mais barata.

Em 2024, o sistema movimentou mais de R$ 26 trilhões. Em 2025, até outubro, já ultrapassou R$ 28 trilhões. Em setembro, o país bateu o próprio recorde: 290 milhões de transações em um único dia. É um volume que mostra não só confiança, mas uma mudança cultural. Hoje, três quartos dos adultos usam o mecanismo, com maior adesão entre 20 e 49 anos — aquela faixa que vive resolvendo tudo pelo celular.

O Pix que se reinventa

O sistema cresceu junto com as necessidades do público. Além das transferências, agora existe Pix Automático, por Aproximação, Saque, Troco, agendado e cobrança. Mais de 900 milhões de chaves mostram o quanto o mecanismo se espalhou. E vem mais por aí: o Pix Parcelado deve ser regulamentado até o fim de 2025, apesar do atraso. Segundo o BC, mais da metade das pessoas já utiliza formas alternativas desse recurso no dia a dia.

Segurança reforçada e resposta rápida a golpes

Com a expansão, surgiram desafios. O ataque hacker à Sinqia e o salto de 80% nas fraudes em 2024 acenderam a luz vermelha. Para tentar virar o jogo, bancos e instituições lançaram o “botão de contestação”, que agiliza devoluções em casos de golpe. Só neste ano, foram R$ 6,5 bilhões perdidos. O MED, mecanismo oficial de devolução, também ganhou novas regras e terá outra atualização obrigatória em fevereiro do ano que vem.

O futuro: Pix internacional e pagamentos offline

O BC não esconde a empolgação com o que vem pela frente. Entre os projetos em teste estão o Pix Duplicata, o Pix em Garantia e o Pix Offline — pensado para regiões que vivem com internet instável. A internacionalização também avança. A ideia é simples: usar o Pix fora do país com a mesma facilidade de agora. Se isso se confirmar, vem aí uma nova virada na história dos pagamentos brasileiros.

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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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