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Futuro Doméstico

Robôs que lavam, passam e cozinham estão mais perto de chegar às casas

Empresas de tecnologia aceleram a corrida pelos robôs humanoides, que prometem mudar a rotina doméstica a partir de 2026

Robôs que fazem de tudo

Limpar a casa, passar roupas e até ajudar na cozinha. Essas tarefas, antes reservadas aos humanos, estão prestes a ganhar novos executores: robôs com corpo e movimentos semelhantes aos nossos. O mais recente é o Neo, da empresa 1X, anunciado como o primeiro robô doméstico “pronto para o consumidor”. Com 1,70 metro de altura e 30 quilos, ele abre portas, dobra roupas, rega plantas e pode ser controlado por voz ou aplicativo.

Nem tão autônomo assim

Apesar da aparência futurista, Neo ainda depende de um operador humano. Em vez de agir sozinho, é controlado por uma pessoa que usa óculos de realidade virtual e replica seus movimentos à distância. Custa cerca de US$ 20 mil (R$ 106 mil), o que levanta um dilema curioso: até que ponto vale abrir mão da privacidade por praticidade?

A corrida por humanoides

Além da 1X, outras gigantes investem pesado. O Optimus, da Tesla, e o Figure 03, da startup Figure AI, apoiada por Microsoft, Jeff Bezos e Nvidia — prometem operar de forma autônoma, aprendendo a partir da observação de humanos. O Figure 03 deve chegar ao mercado doméstico em 2026.

Na Ásia, a disputa é intensa. A chinesa Xpeng apresentou o robô Iron 2, com aparência quase humana e foco inicial nas indústrias. O Japão, pioneiro com o Asimo da Honda, agora aposta em modelos para reabilitação e situações de risco.

Mercado trilionário e dilemas éticos

Elon Musk afirma que seus robôs valerão mais do que os carros da Tesla. Analistas do Morgan Stanley estimam que o mercado pode movimentar trilhões até 2040. Mas, enquanto o futuro parece promissor, as dúvidas permanecem: quem controla essas máquinas? E o que acontece quando elas aprenderem sozinhas a cuidar, ou “vigiar”, nossas casas?

  • Com informações da Gazeta do Povo
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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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