O tabuleiro da política internacional ficou ainda mais tenso depois da recente operação na Venezuela. Desde então, Donald Trump passou a falar mais alto — e com menos rodeios — sobre países que, na visão dele, desafiam ou atrapalham os interesses dos Estados Unidos. O discurso endureceu, especialmente na América Latina, e acendeu alertas em diferentes capitais.
O México entrou no centro da conversa quando Trump acusou o país de falhar no combate aos cartéis de drogas. Chegou a dizer que ofereceu apoio militar para enfrentar o problema, proposta recusada pela presidente Claudia Sheinbaum, que não poupou críticas à atuação americana em território venezuelano. O recado foi direto: intervenção estrangeira não é bem-vinda.
A Colômbia também sentiu o peso das palavras. Trump atacou publicamente o presidente Gustavo Petro, com acusações graves e um tom que deixou no ar a possibilidade de ações mais duras. Já Cuba apareceu em um discurso diferente, quase irônico. Segundo Trump, o país não precisaria de intervenção, pois enfrentaria um colapso econômico sozinho, especialmente sem o apoio energético da Venezuela.
Fora do eixo latino-americano, a Groenlândia voltou ao radar. Rica em minerais raros e estrategicamente localizada, a ilha autônoma da Dinamarca segue despertando interesse em Washington. As negativas foram firmes, mas acompanhadas de cautela.
O Irã fecha essa lista incômoda. Trump voltou a citar o país persa, reforçando ameaças caso haja repressão interna ou retomada de programas nucleares. O clima é de desconfiança generalizada.
No fim das contas, o que se vê é um cenário de instabilidade crescente, onde palavras duras deixam de ser apenas discurso e passam a preocupar governos e populações ao redor do mundo.



