Um incidente que escancarou o desconforto
Donald Trump protagonizou mais um momento de tensão com a imprensa ao chamar uma repórter de “porquinha” durante uma conversa com jornalistas no Air Force One. A cena, descrita por quem estava a bordo, aconteceu depois que a profissional insistiu em questioná-lo sobre e-mails enviados por Jeffrey Epstein — documentos que voltaram a circular após decisão da Câmara dos Deputados de divulgar o material por completo.
Pressão sobre os e-mails de Epstein gerou a reação
A repórter perguntou diretamente ao presidente sobre mensagens em que Epstein dizia que “Donald sabia sobre as garotas” e afirmava conhecer “o quanto ele é sujo”. Trump não gostou da abordagem. Mandou a jornalista ficar quieta, elevou o tom e, no auge da irritação, soltou o insulto que repercutiu em toda a imprensa americana.
O presidente tenta há anos se afastar da imagem do ex-magnata, encontrado morto em 2019 em uma cela de Manhattan. Mesmo assim, seu nome reaparece nos arquivos que já foram divulgados pelo Comitê de Supervisão — inclusive em uma referência ao episódio em que Epstein teria sido expulso de Mar-a-Lago por assediar funcionárias.
Câmara pressiona, e o caso ganha força nos bastidores
A crise ganhou ainda mais corpo porque, no mesmo dia, a Câmara dos EUA aprovou por 427 votos a 1 um projeto que obriga o Departamento de Justiça a abrir todos os arquivos relacionados a Epstein. Agora, cabe ao Senado decidir se o material será divulgado integralmente.
Trump, por sua vez, chamou Epstein de “nojento” e afirmou que rompeu laços com ele muito antes de qualquer denúncia. A reação explosiva, porém, mostra que o caso continua sendo um dos pontos mais sensíveis de sua trajetória política — e a maneira como tratou a repórter apenas aumentou a pressão que já vinha das investigações.
- De acordo com informações da CNN



