Queda nas internações após vacinação
Uma boa notícia para a saúde dos adolescentes: a vacina contra o HPV está mostrando efeitos concretos. Um estudo recente comparou os dados antes e depois da introdução da imunização pelo SUS e constatou reduções significativas nas internações causadas pelo vírus. Entre meninas de 15 a 19 anos, as hospitalizações por neoplasia intraepitelial cervical de alto grau caíram 66%, enquanto as decorrentes de verrugas anogenitais diminuíram 77%.
Resultados também entre os meninos
Os meninos, que começaram a ser vacinados em 2017, também apresentaram quedas expressivas. Entre 2017 e 2019, as internações por verrugas anogenitais caíram 50,9%. Os dados mostram que a imunização não só protege individualmente, mas contribui para a redução da circulação do vírus na população jovem.
Importância da cobertura vacinal
Apesar dos avanços, especialistas reforçam que manter a cobertura vacinal alta é fundamental para prevenir outros tipos de câncer ligados ao HPV, como os de pênis, vulva, vagina, ânus e orofaringe. Atualmente, a adesão no Brasil chega a 82,83% entre meninas e 67% entre meninos, bem acima da média global de 12%, segundo a OMS, mas ainda abaixo da meta de 90%.
Vacina gratuita e acessível
O SUS disponibiliza a imunização para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de pessoas com condições específicas, como HIV, transplantes, câncer e papilomatose respiratória recorrente. Desde 2024, a vacinação é feita em dose única, facilitando a adesão e ampliando a proteção da população.
Um marco histórico na prevenção
Para os pesquisadores, a redução das doenças causadas pelo HPV é um marco histórico da saúde pública brasileira. Além da vacinação, é necessário manter o rastreamento regular e garantir tratamento adequado em todos os estágios da doença para combater os cânceres ligados ao vírus de forma efetiva.



