A Venezuela vive dias de forte instabilidade desde a captura de Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, por forças dos Estados Unidos, em Caracas. Levados para Nova York, os dois se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de armas na primeira audiência judicial, realizada na segunda-feira (6). Maduro afirmou ainda que continua sendo o presidente do país. A próxima audiência está marcada para 17 de março, sem pedido de fiança.
No cenário interno, Delcy Rodríguez, aliada histórica de Maduro, assumiu o cargo de presidente interina no mesmo dia. A posse ocorreu em meio a declarações do presidente americano, Donald Trump, que voltou a afirmar que Washington mantém o controle da situação e não descartou uma intervenção militar mais ampla caso o novo governo não coopere.
Autoridades da Casa Branca classificam a atuação dos EUA como uma operação em andamento, combinando ações de segurança com pressão econômica. Segundo o governo americano, o controle sobre ativos e a economia venezuelana segue como instrumento de negociação, e novas acusações contra integrantes do regime não estão descartadas.
No Congresso dos Estados Unidos, parlamentares divergem sobre a existência de um plano claro para o futuro da Venezuela. Enquanto isso, María Corina Machado afirmou que pretende retornar ao país em breve, embora Washington tenha rejeitado qualquer possibilidade de apoiá-la como líder do governo.
Outro ponto central é o petróleo. O governo americano discute com executivos do setor a reconstrução da infraestrutura energética venezuelana e avalia ações para reforçar o bloqueio marítimo. O desfecho ainda é incerto, mas o país entra, claramente, em um novo e delicado capítulo de sua história política.



