A Índia entrou novamente no radar da vigilância sanitária internacional após a confirmação de um surto do vírus Nipah em Bengala Ocidental, no leste do país. Pelo menos cinco casos foram registrados, incluindo infecções em profissionais de saúde, o que levou as autoridades a adotar medidas emergenciais para conter a disseminação.
Os pacientes estão internados em hospitais de Calcutá, capital estadual, e ao menos um deles segue em estado crítico. Quase cem pessoas que tiveram contato próximo com os infectados receberam orientação para cumprir quarentena. Em unidades hospitalares, protocolos de isolamento foram reforçados, diante do histórico do vírus e do risco de transmissão entre humanos.
O que é o vírus Nipah
Identificado pela primeira vez em 1999, o Nipah é um vírus zoonótico, transmitido principalmente por morcegos frugívoros. A infecção pode ocorrer pelo consumo de alimentos contaminados, contato com animais infectados ou pela transmissão direta entre pessoas, especialmente em ambientes hospitalares.
Sintomas e gravidade da infecção
Os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Em casos mais graves, a doença evolui rapidamente para encefalite, convulsões, insuficiência respiratória e coma, muitas vezes em menos de 48 horas. O período de incubação costuma variar de quatro a 14 dias, podendo chegar a 45 dias.
Sem vacina e sob monitoramento global
Não há vacina nem tratamento antiviral específico contra o Nipah. O cuidado médico se baseia em suporte intensivo para controlar complicações. A taxa de letalidade pode chegar a 75%, o que mantém o vírus na lista de patógenos prioritários da Organização Mundial da Saúde.
Diante do novo surto, autoridades indianas reforçam a vigilância epidemiológica, enquanto especialistas acompanham a situação para evitar que os casos ultrapassem fronteiras.



