O ano de 2026 chega com um alerta para todo o país: os extremos climáticos prometem se intensificar, trazendo calor persistente, chuvas irregulares e um cenário de incerteza que afeta desde a agricultura até o abastecimento urbano. Não é apenas uma previsão distante — especialistas apontam que essas mudanças já refletem uma nova normalidade climática.
Chuvas irregulares e impactos no Sudeste e Sul
No Sudeste, a irregularidade das chuvas preocupa pela concentração de temporais intercalados por períodos secos. Isso pode comprometer os níveis de reservatórios e aumentar a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, elevando o custo da energia e impactando diretamente contas de luz. Já no Sul, o excesso de precipitação no verão e outono amplia os riscos de enchentes, deslizamentos e perdas agrícolas, mesmo com o alerta de geadas tardias na primavera.
Calor intenso e riscos ao Centro-Oeste e Nordeste
No Centro-Oeste, o calor intenso combinado com chuvas mal distribuídas aumenta a chance de ondas de calor, pressionando culturas como soja e milho e elevando custos com irrigação. No Nordeste, especialmente no semiárido, o calor extremo aliado à irregularidade histórica das chuvas mantém alta a vulnerabilidade hídrica e social.
Amazônia e Norte em alerta
O Norte do país enfrenta risco de prolongamento da estação seca no sul da Amazônia. O desmatamento amplifica esse efeito, elevando a probabilidade de queimadas e alterando padrões de chuva que afetam outras regiões.
O conjunto desses cenários deixa claro: 2026 não será apenas mais um ano complicado para o clima. É também um teste de planejamento e resiliência. Agir de forma preventiva, antecipando decisões e comunicando riscos, não é mais uma escolha — é uma necessidade para reduzir impactos sobre a população, a economia e o meio ambiente.



