Caminhos da adoção: onde o amor encontra a lei
Adotar uma criança é muito mais do que um ato de generosidade — é um encontro entre histórias que se completam. Em Goiás, centenas de famílias vivem a expectativa desse recomeço, enquanto crianças e adolescentes aguardam a chance de chamar alguém de pai ou mãe.
O processo é cuidadoso. Quem deseja adotar precisa se cadastrar no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, passar por cursos e avaliações conduzidos pela Vara da Infância e Juventude e, só então, aguardar o momento certo da correspondência. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Estado conta hoje com 846 crianças acolhidas. Destas, 151 estão disponíveis para adoção, enquanto 978 pretendentes aguardam na fila.
Quando o amor supera o tempo
A funcionária pública Cláudia Alves esperou quase oito anos até segurar nos braços a filha tão sonhada.
“Queríamos apenas alguém para amar, não importava a idade nem o sexo. Quando ela chegou, foi mágico”, conta emocionada.
Dois anos depois, a família cresceu novamente com a chegada de outra menina.
“A casa ficou cheia de alegria. Valeu a pena cada minuto de espera.”
Mas a espera nem sempre tem final feliz. O publicitário Kaio Costa desistiu após sete anos no processo.
“É doloroso ver seu nome lá, como apto, e perceber que nada acontece”, desabafa.
Justiça e acolhimento caminham juntos
De acordo com o promotor Pedro de Mello Florentino, do Ministério Público de Goiás, cada adoção é tratada com responsabilidade.
“A criança só é disponibilizada quando todas as tentativas de reintegração à família biológica são esgotadas. Nosso foco é o bem-estar dela.”
Mais que números, o processo de adoção em Goiás revela histórias de coragem, paciência e amor — laços que nascem do coração e transformam vidas para sempre.
- Com informações do Diário de Goiás



