Quem já tentou aproveitar férias em praias lotadas sabe: nem sempre mar bonito combina com descanso. É justamente por isso que cresce o interesse por praias pouco conhecidas, aquelas que ficam fora dos roteiros tradicionais e ainda preservam o essencial — silêncio, paisagem e tempo sem pressa.
Com mais de sete mil quilômetros de litoral, o Brasil guarda refúgios que resistem ao turismo de massa. O acesso nem sempre é fácil, a estrutura costuma ser simples e isso não é defeito. Pelo contrário. É o que mantém esses lugares autênticos.
Praia do Patacho, em Alagoas
No litoral norte alagoano, o Patacho segue discreto. Coqueiros alinhados, mar calmo e longos trechos de areia quase vazios definem o cenário. A ausência de grandes hotéis ajuda a preservar o clima tranquilo, com poucas pousadas e restaurantes pequenos, integrados à paisagem.
Saco do Mamanguá, no Rio de Janeiro
Na Costa Verde, esse recorte de mar cercado pela mata atlântica só é acessível por trilha ou barco. Sem comércio estruturado ou hotéis, o Mamanguá atrai quem busca isolamento, caiaque e contato direto com a natureza.
Galinhos, no Rio Grande do Norte
Cercado por dunas e manguezais, o vilarejo é acessado apenas por barco. Ruas de areia, ritmo lento e mar calmo fazem de Galinhos um contraste evidente com destinos mais explorados do Nordeste.
Praia do Cardoso, em São Paulo
Dentro de uma unidade de conservação, no extremo sul paulista, a praia mantém acesso controlado e natureza preservada. É escolha frequente de quem prefere trilhas, mar aberto e pouca interferência urbana.
O que mantém essas praias fora do radar é simples: menos facilidade, menos estrutura e mais preservação. Para muitos viajantes, é exatamente isso que faz valer a viagem.



