O desempenho dos cursos de medicina no Brasil entrou no radar do Ministério da Educação em 2025. Após a divulgação dos resultados do Enamed, o MEC anunciou que cerca de 30% das graduações avaliadas poderão sofrer punições por não atingirem o nível considerado satisfatório. A decisão marca uma mudança no acompanhamento da formação médica no país.
Criado neste ano, o Enamed passou a funcionar como uma avaliação anual obrigatória para concluintes de medicina. A prova, aplicada em mais de 200 municípios, seguiu as diretrizes curriculares nacionais e buscou medir competências essenciais para o exercício profissional. Embora 75% dos estudantes tenham alcançado desempenho classificado como proficiente, os números revelaram diferenças expressivas entre as instituições.
Universidades federais e estaduais concentraram os melhores resultados, com índices acima de 80% de proficiência. Já parte dos cursos municipais e privados com fins lucrativos apresentou desempenho inferior, puxando a média para baixo. Dos 351 cursos participantes, 99 ficaram nas faixas consideradas insatisfatórias, com menos de 60% dos alunos atingindo o nível esperado.
Essas graduações entram agora em processo administrativo de supervisão. As medidas variam conforme o resultado: vão desde a proibição de ampliar vagas até a suspensão de novos ingressos e de programas federais de financiamento. O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que a iniciativa não tem caráter punitivo isolado, mas busca assegurar padrões mínimos de qualidade.
As restrições permanecem válidas até a próxima edição do exame, prevista para outubro de 2026. Até lá, os cursos terão de demonstrar avanços concretos na formação oferecida.



