A captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, anunciada pelo presidente Donald Trump, abriu uma nova e sensível fase na política internacional. Em declaração feita em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que Washington assumirá a administração da Venezuela até que haja uma “transição segura”, sem detalhar prazos ou mecanismos.
Segundo o presidente americano, houve contato direto entre autoridades dos dois países, incluindo conversa entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez. Trump também indicou que o uso de tropas em solo não está descartado, reforçando a disposição de sustentar decisões políticas com poder militar.
A operação, conduzida sem baixas americanas, foi celebrada por integrantes do governo dos EUA como bem-sucedida. Ainda assim, análises anteriores de organismos internacionais e de autoridades americanas já apontavam o risco de instabilidade e disputas internas em caso de queda do governo venezuelano, com possibilidade de violência entre facções armadas.
Embora a saída de Maduro seja vista com alívio por parte da população venezuelana, as consequências ultrapassam as fronteiras do país. O histórico recente de intervenções externas para mudança de regime levanta dúvidas sobre a capacidade de reconstrução política e institucional no pós-operação.
No cenário internacional, a ação reacendeu discussões sobre o respeito ao direito internacional e à soberania dos Estados. A China criticou duramente a intervenção e alertou para riscos à estabilidade regional, enquanto parlamentares americanos expressaram preocupação com o precedente aberto para que outras potências adotem medidas semelhantes.
O episódio ocorre em um contexto de tensões globais já elevadas e sinaliza um período de incertezas nas relações internacionais ao longo de 2026.
- Com informações da BBC News



