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Custo Alto

Anápolis lidera custo da cesta básica no eixo Goiânia–Brasília

Pesquisa de novembro mostra que trabalhadores precisam de quase 14 dias de salário para comprar itens essenciais

Anápolis permanece pelo quinto mês consecutivo com a cesta básica mais cara do eixo Goiânia–Brasília. Segundo levantamento do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas (NEPE) da UEG, campus Anápolis, e do CeTTeD, em novembro de 2025 o conjunto de alimentos essenciais custou R$ 785,55, representando 55,94% do salário mínimo líquido.

Para garantir a compra dos itens básicos, um trabalhador anapolino precisou dedicar cerca de 113 horas e 50 minutos de trabalho, ou quase 14 dias úteis exclusivamente para a cesta. Com base nos preços, os pesquisadores estimaram que uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 9.860,43 mensais para suprir suas necessidades básicas, equivalente a 6,49 vezes o salário mínimo vigente.

Apesar do valor elevado, houve pequena redução em relação a outubro, quando a cesta atingiu R$ 796,90. Comparando com novembro de 2024, a variação foi mínima, de apenas 0,10%, mostrando estabilidade no período de um ano.

A tendência nacional é diferente: em novembro, 24 das 27 capitais monitoradas pelo DIEESE-Conab registraram queda no custo da cesta. Caso a cidade fizesse parte da pesquisa nacional, Anápolis ocuparia a quinta posição entre as mais caras do país.

A pesquisa é realizada mensalmente desde abril de 2024, com coleta feita na terceira semana de cada mês em sete supermercados da cidade. O estudo segue a metodologia da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do DIEESE e integra os Escritos de Conjuntura Socioeconômica do NEPE-CeTTeD/UEG.

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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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