O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente conhecido como Duque de York, foi preso nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A informação foi confirmada pela polícia de Thames Valley, que afirmou manter sob custódia “um homem de sessenta e poucos anos de Norfolk” e realizar buscas em endereços nas regiões de Berkshire e Norfolk.
Imagens divulgadas pela imprensa mostram viaturas chegando à propriedade onde Andrew residia, em Sandringham, no início da manhã. Até o momento, as autoridades não detalharam quais alegações específicas estão sendo investigadas nem se ele já prestou depoimento.
A prisão ocorre após a polícia informar que avaliava uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial com o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Andrew, que completa 66 anos, nega qualquer irregularidade.
Em nota oficial, o rei Charles III afirmou ter recebido a notícia “com profunda preocupação” e declarou que “a lei deve seguir seu curso”, assegurando cooperação total com as autoridades.
Relação com Epstein volta ao centro da investigação
Os vínculos entre Andrew e Epstein vêm sendo questionados há anos. Em 2019, após a repercussão da amizade entre os dois, o então príncipe se afastou das funções reais. Em outubro de 2025, foi destituído de títulos honoríficos.
Documentos divulgados recentemente pelas autoridades dos Estados Unidos reacenderam o debate. Entre os arquivos, há e-mails e imagens que citam Andrew, embora sem comprovação independente de irregularidade. Em 2022, ele firmou acordo judicial com Virginia Giuffre para encerrar processo por abuso sexual — acusação que sempre negou.
Ainda há pontos sem esclarecimento, inclusive sobre o local onde Andrew está detido. A investigação segue em curso.



