O número chama atenção: mais de 6 mil ovos do mosquito Aedes aegypti foram recolhidos em armadilhas instaladas em Anápolis ao longo de um único mês. O dado, divulgado pelas equipes de Vigilância em Saúde, indica que o vetor da dengue segue circulando de forma ativa no município.
As chamadas ovitrampas funcionam como um termômetro silencioso da cidade. Elas não eliminam o problema sozinhas, mas mostram onde ele está começando. Ao identificar a presença dos ovos, as equipes conseguem agir antes que os casos aumentem.
Monitoramento estratégico contra a dengue
As armadilhas são distribuídas em regiões consideradas estratégicas. Após a coleta, o material é analisado para medir a densidade do mosquito em cada área. Quando o volume é elevado, o bairro entra no radar de ações mais intensivas, como visitas domiciliares e orientações diretas aos moradores.
Esse acompanhamento permite decisões rápidas e direcionadas, evitando que a situação saia do controle.
Participação da população é decisiva
Mesmo com tecnologia e monitoramento constante, o combate à dengue começa dentro de casa. Pratos de plantas, garrafas, caixas d’água destampadas e qualquer recipiente com água parada viram ambiente ideal para a reprodução do mosquito.
O levantamento recente mostra que o risco existe e está presente. A prevenção, portanto, precisa ser contínua. Com vigilância ativa e colaboração da comunidade, a cidade busca reduzir a proliferação do Aedes e evitar o avanço da doença nos próximos meses.



