O papa Leão XIV foi convidado a integrar o chamado Conselho de Paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (21) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e principal responsável pela diplomacia da Santa Sé. Segundo ele, o convite foi recebido e está em fase de análise.
De acordo com Parolin, a decisão não será imediata. O tema exige reflexão, sobretudo pelo alcance da proposta. Inicialmente pensado para buscar uma solução ao conflito na Faixa de Gaza, o conselho ganhou contornos mais amplos após Trump afirmar que o grupo pretende atuar na mediação de conflitos em escala global.
Leão XIV, eleito pontífice em 2025, é o primeiro papa nascido nos Estados Unidos. Desde o início do pontificado, tem adotado uma postura diplomática discreta, mas firme, especialmente em relação a crises humanitárias. Em diferentes ocasiões, manifestou preocupação com a situação dos palestinos em Gaza, inclusive em homilias públicas.
O convite ao papa ocorre em meio a reações divergentes no cenário internacional. Enquanto países como Israel e Egito sinalizaram aceitação, outros governos demonstraram cautela. Diplomatas avaliam que a iniciativa pode gerar sobreposição ou tensão com espaços já consolidados de negociação, como a Organização das Nações Unidas.
Tradicionalmente, o Vaticano participa da diplomacia internacional por meio de sua rede própria e mantém status de observador permanente na ONU. A participação direta do papa em conselhos multilaterais é rara, o que reforça o caráter excepcional do convite e a prudência adotada pela Santa Sé ao avaliá-lo.



