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Plano de Trump mira petróleo venezuelano, mas esbarra em entraves históricos

Maiores reservas do mundo atraem interesse dos EUA, enquanto sanções, insegurança jurídica e infraestrutura precária dificultam avanços rápidos

O discurso de Donald Trump sobre “administrar” a Venezuela colocou o petróleo no centro da equação política. O país sul-americano abriga as maiores reservas comprovadas do planeta, mas produz hoje muito abaixo do seu potencial. A diferença entre o que existe no subsolo e o que chega ao mercado ajuda a explicar por que o plano soa ambicioso — e problemático.

Produção em queda há décadas

A indústria petrolífera venezuelana encolheu de forma contínua desde o início dos anos 2000. O fortalecimento do controle estatal, a saída de quadros técnicos e a falta de manutenção corroeram a capacidade operacional da PDVSA. Hoje, a produção diária representa pouco mais de um terço do que já foi, mesmo com reservas abundantes.

Infraestrutura deteriorada e custos elevados

Boa parte do petróleo venezuelano é pesado e exige processos caros de extração e refino. Refinarias, oleodutos e campos precisam de reconstrução profunda. Analistas apontam que apenas para recuperar estruturas básicas seriam necessários investimentos bilionários, com retorno distante no tempo.

Sanções e incerteza política

As sanções impostas pelos Estados Unidos isolaram a Venezuela de capital e tecnologia. Sem um governo estável e reconhecido, contratos seguem juridicamente frágeis. Empresas avaliam o risco com cautela, já que mudanças políticas bruscas podem inviabilizar projetos antes mesmo de saírem do papel.

Impacto global limitado

Mesmo em um cenário otimista, a retomada levaria anos e dificilmente alteraria de forma relevante a oferta mundial de petróleo no curto prazo. O interesse existe, mas transformar reservas em produção segue sendo um desafio que vai muito além de discursos e anúncios políticos.

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  • Redação Citizen

    Redação do Portal Citizen

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