Queda na produção
Produção industrial brasileira recua 1,8% em junho
Segunda queda mensal consecutiva atingiu 16 dos 25 ramos pesquisados, embora o setor ainda acumule crescimento em 2026
A produção industrial brasileira caiu 1,8% em junho na comparação com maio, já descontados os efeitos sazonais. Foi o segundo resultado negativo consecutivo: em maio, a atividade havia recuado 0,9%. Com isso, a perda acumulada nos dois meses chegou a 2,7% e eliminou parte do avanço de 4,4% registrado entre janeiro e abril, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A retração alcançou as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos pesquisados. A principal influência negativa veio da fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com queda de 5,9%. Também foram registrados recuos em produtos farmoquímicos e farmacêuticos e na confecção de artigos do vestuário e acessórios, ambos de 11%. Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos caíram 8,9% no período.
O resultado mensal mostra perda de ritmo, mas não significa que a indústria esteja em retração em todas as comparações. Frente a junho de 2025, a produção cresceu 1,7%. No acumulado de janeiro a junho de 2026, houve alta de 1,5%, enquanto o avanço em 12 meses ficou em 0,7%. Como o levantamento divulgado nesta terça-feira apresenta o desempenho nacional, os números não permitem concluir, isoladamente, que a indústria de Anápolis tenha acompanhado a mesma variação.



