O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra imigrantes ao afirmar que pretende suspender, de forma permanente, a entrada de cidadãos de “países do Terceiro Mundo”. A fala foi publicada na quinta-feira (27) na rede Truth Social, horas depois de investigadores identificarem o suspeito de um tiroteio na capital americana como um imigrante afegão.
Trump argumentou que a imigração teria “sobrecarregado” o sistema do país e prometeu cancelar o que chamou de admissões ilegais autorizadas pelo governo anterior. Embora não tenha especificado quais nações estariam na lista, o presidente usa o termo com frequência para se referir a países em desenvolvimento, sempre como parte de uma retórica mais dura de segurança e controle de fronteiras.
O discurso também incluiu novas medidas: o fim de benefícios federais para não cidadãos, a deportação de estrangeiros considerados risco à segurança e até a desnaturalização de imigrantes envolvidos em crimes. A CNN informou que buscou esclarecimentos junto ao Departamento de Estado e à Casa Branca, mas ainda não houve resposta.
O anúncio veio após um tiroteio na Praça Farragut, área central de Washington e próxima à Casa Branca. Dois membros da Guarda Nacional foram baleados na ação, e a agente Sarah Beckstrom morreu na quinta-feira (27). Segundo autoridades, os militares trocaram tiros com o suspeito, identificado preliminarmente como Rahmanullah Lakanwal, que teria imigrado do Afeganistão em 2021.
O episódio aconteceu às vésperas do feriado de Ação de Graças e reforçou o clima de tensão na capital. Como resposta imediata, Trump pediu o envio de 500 agentes federais para reforçar a segurança. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que a medida busca garantir que Washington “permaneça um lugar seguro”.



