A promessa de emagrecimento rápido ganhou um freio oficial. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu, nesta quarta-feira (21), a comercialização, distribuição, fabricação e uso das canetas emagrecedoras das marcas Synedica e TG. A decisão inclui também o retatrutida, de todas as marcas, e determina apreensão e interdição total dos produtos.
Venda irregular e origem desconhecida
De acordo com a Anvisa, as canetas eram vendidas ilegalmente pelas redes sociais, principalmente no Instagram, sem qualquer registro sanitário. O problema começa aí: a empresa fabricante é desconhecida, o que significa ausência total de garantias sobre composição, dosagem e segurança. É um cenário que preocupa — e muito.
Risco real à saúde
Sem controle sanitário, o uso desses produtos pode provocar reações adversas graves. A agência é direta ao orientar que profissionais de saúde e pacientes não utilizem as canetas em nenhuma hipótese. Casos de venda ou uso devem ser denunciados à Vigilância Sanitária local ou aos canais oficiais da Anvisa.
Base legal da proibição
A medida está prevista na Resolução-RE nº 214/2026 e vale para produtos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2020. A decisão se apoia em leis que exigem registro de medicamentos e autorizam ações preventivas quando há risco à saúde pública. Quem insistir em divulgar ou vender os produtos pode sofrer penalidades.
Alerta contra “soluções milagrosas”
O mercado irregular de emagrecedores cresce junto com anúncios sedutores na internet. A Anvisa reforça que medicamentos com substâncias como tirzepatida e retatrutida são de uso restrito, exigem prescrição médica e acompanhamento profissional. Desconfiar de ofertas fáceis não é exagero — é cuidado básico. A saúde não combina com improviso.



